Embarcar numa aventura fluvial é uma escolha bastante específica. Diferentemente dos cruzeiros marítimos, quem busca essa jornada deseja uma experiência mais íntima, em barcos menores, e uma profunda imersão cultural. Em geral, esse passageiro já conhece os roteiros mais tradicionais em grandes navios.
“Os hóspedes buscam mais conexão em vez de consumo, e significado em vez de rotina”, disse a presidente da Explora Journeys, Anna Nash. Com o Explora I, no trajeto de Manaus a San Juan, em Porto Rico, será possível explorar a Floresta Nacional do Tapajós, visitar Parintins com acesso exclusivo ao vibrante festival local e conhecer comunidades indígenas e iniciativas de conservação.
A viagem inaugural da embarcação está prevista para fevereiro do ano que vem. Com 456 suítes e capacidade para até 930 pessoas, o navio tem uma proposta intimista — um cruzeiro no Caribe leva, em média, 4 mil passageiros — e conta com galeria de arte, 12 bares, lounges e spa.
Conhecer diversos destinos, inclusive os mais escondidos e menos óbvios, sem fazer mil check-ins é um diferencial dos cruzeiros fluviais. “É muito prático poder visitar vários países em uma mesma viagem, sem precisar trocar constantemente de hotel e refazer as malas”, disse a coordenadora de cruzeiros da CVC, Patricia Graciano. As jornadas pelo Nilo (Egito), Mekong (Vietnã e Camboja) e Ganges (Índia), oferecidas pela empresa, contam com piscinas aquecidas, academia e cinema.
Agrados mil são sempre bem-vindos, claro, mas quem se aventura pelos rios também demonstra grande interesse em gerar impacto social positivo ao longo do trajeto. A expedição Katerre, que navega há 20 anos pelo Rio Negro, tem como diferencial sua relação próxima com as comunidades de Novo Airão, no Amazonas.
A empresa possui parceria com três ONGs: a Fundação Almerinda Malaquias, que atua na geração de renda e na educação ambiental; a Associação dos Artesãos do Rio Jauaperi, que promove a proteção das praias fluviais e dos animais que vivem por lá; e a Fundação Vitória Amazônica, que fomenta a participação da população em conselhos de reservas extrativistas.
Além disso, a Katerre está envolvida na construção de 23 escolas na região, que atenderão 800 crianças. “Toda a ação social é custeada por aportes provenientes do lucro dos cruzeiros”, diz Ruy Carlos Tone, fundador da Katerre. Seguir o fluxo é sobre contemplação e conexão profunda.














