Copa do Mundo das Bebidas: quem leva o caneco?

Copa do Mundo das Bebidas: quem leva o caneco?

Reunimos uma bebida tradicional de cada país participante da Copa do Mundo e formamos o bolão mais inebriante já visto

Será que desta vez a Cachaça traz o hexa? O Fernet com Cola pode ser campeão outra vez? A seleção mais forte é a do Champanhe? Você sabe qual é a seleção do Koutoukou? Lotoko e Sobolo podem fazer bonito no Mundial? Que analista esportivo acreditaria em uma boa participação do Clairin ou do Mazagran?

A Copa do Mundo de 2026 será a maior edição da história. Pela primeira vez, a competição contará com 48 seleções e um total de 104 jogos (na primeira fase, são 12 grupos com quatro seleções cada). Outra novidade é que a Copa será disputada em três países: Canadá, México e Estados Unidos. A bola começa a rolar no próximo dia 11 de junho.

Dito isso, que tal subverter o torneio e torcer na Copa do Mundo das Bebidas (alcoólicas e não alcoólicas)? Selecionamos uma bebida tradicional de cada país participante para representar sua nação. Veja a tabela abaixo, analise os convocados e faça o seu bolão!

GRUPO A

MÉXICO (Tequila)

Uma das anfitriãs, a seleção mexicana é representada por um ícone global. Apesar da tentação de escalar o Mezcal, vamos com a mais conhecida. A Tequila é um destilado do agave-azul, nativo de Jalisco. Base de clássicos como a Margarita e a Paloma, a bebida sofre, injustamente, com a fama "terrível" dos shots de faculdade, mas é pura classe em campo.

COREIA DO SUL (Soju)

Beber Soju após o trabalho é o ritual sul-coreano para fortalecer laços entre colegas. O tradicional é feito de arroz e outros grãos, mas versões modernas usam frutas para uma percepção mais doce e diluída.

ÁFRICA DO SUL (Amarula)

A vida é doce, mas a Amarula é mais. Este licor cremoso, nascido em 1983, é feito a partir do fruto da árvore marula. O fruto, do tamanho de uma ameixa, confere um sabor único que é a cara do país.

REPÚBLICA TCHECA (Cerveja Pilsner)

No quesito etílico, os tchecos são os pais da Pilsner. Criada em 1842, a Pilsner Urquell foi a primeira cerveja dourada e límpida do mundo. Um time de tradição que impõe respeito.

GRUPO B

CANADÁ (Icewine)

Embora o Maple Syrup fosse um forte candidato, ele não é exatamente uma bebida. O Canadá escala, então, o seu famoso vinho de sobremesa. O país é o maior produtor mundial de icewine, feito de uvas que congelam naturalmente na videira, concentrando açúcares e sabores frutados.

SUÍÇA (Rivella)

A primeira bebida não alcoólica da lista. A Rivella é um refresco gaseificado à base de soro de leite filtrado, misturado com extratos de ervas e frutas. Um azarão exótico no grupo.

CATAR (Gahwa)

Com o álcool estritamente controlado, o Catar vem de café. O Gahwa é servido em pequenos copos sem alça, preparado com grãos torrados, cardamomo e açafrão. É a essência da hospitalidade árabe.

BÓSNIA E HERZEGOVINA (Rakija)

A Bósnia vem com força total. A Rakija é uma aguardente de frutas potente; a versão de ameixa é a mais icónica, mas a de pera Williams também é uma titular absoluta.

GRUPO C

BRASIL (Cachaça)

Com ou sem Neymar, o Brasil vai de patrimônio nacional. Primeira bebida destilada das Américas (séc. XVI), a Cachaça tem Indicação Geográfica exclusiva: só pode ser chamada assim a aguardente de cana produzida em solo brasileiro, com teor entre 38% e 48%.

MARROCOS (Chá de Hortelã)

O famoso "uísque marroquino". Símbolo de hospitalidade, é uma mistura quente de chá verde, folhas de hortelã fresca e muito açúcar. Joga com a torcida a favor.

ESCÓCIA (Uísque Single Malt)

Favorita ao título das bebidas. A expressão mais sofisticada do uísque escocês é o single malt: feito apenas de cevada maltada e produzido em uma única destilaria. Um adversário de peso para a cachaça brasileira.

HAITI (Clairin)

Um estilo ancestral de rum. Mais rústico que o tradicional, é fermentado com leveduras naturais e destilado em pequenos alambiques, resultando em notas herbáceas e terrosas.

GRUPO D

ESTADOS UNIDOS (Bourbon)

Os donos da casa trazem o seu uísque de milho (pelo menos 51%) envelhecido em barris novos de carvalho tostado. Um dos favoritos — etilicamente falando, claro.

PARAGUAI (Tereré)

Reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em 2020, o Tereré é uma bebida ancestral de água gelada com ervas medicinais. Refrescância tática.

AUSTRÁLIA (Flat White)

Uma bola dividida com a Nova Zelândia, que também reivindica a criação. Consiste em um shot de café expresso com leite vaporizado. Um time que joga em cafeterias do mundo todo.

TURQUIA (Raki)

O "Leite de Leão". Um destilado de uva aromatizado com anis que fica leitoso ao ser misturado com água. Sabor forte que vai dar trabalho aos adversários.

GRUPO E

ALEMANHA (Cerveja)

A seleção alemã joga no garantido. O estilo Pils é o mais consumido, mas a variedade alemã é imensa. Entra em campo com o peso da camisa e o favoritismo de sempre.

EQUADOR (Canelazo)

O nome já remete à "grosseria" do futebol, mas a bebida é reconfortante: uma mistura quente de água fervida com canela, açúcar mascavo e aguardente.

COSTA DO MARFIM (Koutoukou)

Koutoukou é gol! Um destilado potente feito de vinho de palma ou cana-de-açúcar. É a versão marfinense da cachaça, pronta para surpreender.

CURAÇAO (Blue Curaçao)

Na vanguarda da coquetelaria, este licor de cascas de laranja é famoso pela cor azul artificial, uma homenagem aos tons do mar caribenho. Garante o espetáculo visual.

GRUPO F

HOLANDA (Genever)

O pai do gim. Feito à base de cereais e zimbro, é essencial para coquetéis clássicos como o Martinez. Futebol total e destilação histórica.

JAPÃO (Sake)

Apostamos na tradição milenar. Fermentado a partir do arroz, o sake pode ser servido quente ou frio (como um time inconstante). As versões modernas com frutas são populares, mas o clássico é quem comanda o meio-campo.

SUÉCIA (Aquavit Sueco)

Destilado de cereais ou batata aromatizado com ervas (como cominho ou endro). Muito respeitado na coquetelaria mundial, é a força nórdica do grupo.

TUNÍSIA (Boukha)

Um destilado de figo que é a alma do país, fechando o grupo com uma nota frutada e potente.

GRUPO G

BÉLGICA (Cerveja Trapista)

Será difícil vencê-los. A cerveja belga é Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Para esta Copa, convocamos o estilo trapista: cervejas produzidas em mosteiros sob a supervisão rigorosa de monges. Tradição e peso de camisa.

EGITO (Karkadeh)

A tradição das bebidas no Egito remonta aos faraós. O Karkadeh é um chá vibrante feito a partir das pétalas secas de hibisco, presença obrigatória em casamentos e grandes celebrações.

IRÃ (Doogh)

Embora a geopolítica traga incertezas, o Irã escala o seu Doogh. É uma bebida refrescante à base de iogurte, sal e água (por vezes gaseificada), frequentemente aromatizada com hortelã. É a tática de defesa contra o calor do deserto.

NOVA ZELÂNDIA (L&P – Lemon & Paeroa)

Como o Flat White gerou uma disputa com a Austrália, os neozelandeses convocam a L&P. Criado em 1907, este refrigerante mistura água mineral da cidade de Paeroa com limão. É tão icônico que possui até uma estátua gigante em sua homenagem.

GRUPO H

ESPANHA (Sangria)

Os espanhóis são tão bons de copo quanto de bola. Entre tantas opções, a Sangria leva a braçadeira de capitã. A mistura de vinho tinto, frutas, açúcar e um toque de licor tem a cor exata do uniforme da "Fúria".

URUGUAI (Mate)

Embora os vinhos uruguaios sejam excelentes, o titular absoluto é o Mate, consumido por 85% da população adulta. A infusão de erva-mate em água quente é o combustível da garra charrua.

ARÁBIA SAUDITA (Champanhe Saudita)

Sem álcool, mas com muito estilo. Trata-se de um blend de suco de maçã fresco, água com gás, frutas cítricas e menta. Servido em jarros, lembra uma sangria "0.0". Promete um jogo curioso contra a Espanha.

CABO VERDE (Grogue)

Mais uma seleção que aposta na potência da cana-de-açúcar. O Grogue é uma aguardente tradicional onde, em muitas ilhas, a cana ainda é esmagada em moendas movidas por bois. Um processo artesanal que impõe respeito.

GRUPO I

FRANÇA (Champanhe)

A França é um "dream team" etílico. Mas, como Copa é celebração, escalamos a alma de todas as festas: o Champanhe. É, sem dúvida, uma das seleções favoritas a erguer a taça em 2026.

SENEGAL (Bissap)

A bebida nacional senegalesa é um suco feito de flores de hibisco vermelho. Adoçado e aromatizado com baunilha ou flor de laranjeira, o Bissap é o símbolo do vigor da equipe.

NORUEGA (Aquavit Norueguês)

Primo da versão sueca, o Aquavit norueguês diferencia-se pela base de batata e pelo envelhecimento em barris de carvalho. É a identidade líquida da Escandinávia.

IRAQUE (Chá Iraquiano)

O Iraque joga com um chá preto forte, frequentemente preparado com cardamomo. Servido em pequenos copos de vidro e muito adoçado, é o coração das reuniões sociais iraquianas.

GRUPO J

ARGENTINA (Fernet com Coca-Cola)

Na comemoração do tri em 2022, Messi foi visto com sua jarra de Fernet Cola. Embora a origem seja italiana, a Argentina consome 75% da produção mundial da bebida. Com muito gelo, é o espírito da "hinchada".

ÁUSTRIA (Red Bull)

A seleção austríaca promete "voar". Foi lá que nasceu o energético mais famoso do mundo. Puro ou em coquetéis, é um fenômeno global que garante energia até a prorrogação.

ARGÉLIA (Mazagran)

Os argelinos reivindicam a invenção do café gelado. O Mazagran surgiu em 1840, quando soldados franceses na Argélia misturaram café com água fria para combater o calor intenso. Um clássico tático.

JORDÂNIA (Vinho Jordaniano)

A grande surpresa do grupo. Com tradição milenar, os vinhos jordanianos são cultivados em solo vulcânico, o que lhes confere uma mineralidade única e corpo robusto.

GRUPO K

PORTUGAL (Ginjinha)

Esqueça o Vinho do Porto por um momento. Para surpreender, Portugal escala a Ginjinha: um licor de cerejas (ginjas) maceradas em aguardente e canela. Quando servido no copo de chocolate, é um "golaço".

COLÔMBIA (Chicha)

O café colombiano é o craque que ficou no banco. A titular é a Chicha, bebida fermentada ancestral de origem indígena, feita à base de milho. Já foi proibida por ser "potente demais", mas segue viva na cultura popular.

UZBEQUISTÃO (Chá Verde)

Kuk-choy é o pilar da hospitalidade uzbeque desde a Rota da Seda. Servido puro, sem açúcar ou leite, é a bebida que dita o ritmo da conversa e do jogo.

RD CONGO (Lotoko)

Conhecido como o "uísque congolês", o Lotoko é um destilado artesanal de milho ou mandioca. Com teor alcoólico que pode chegar aos 80%, é uma seleção pesada que exige cautela dos adversários.

GRUPO L

INGLATERRA (Gin)

Com o aval da falecida Rainha Elizabeth II, o London Dry Gin é convocação compulsória. Base do clássico Dry Martini, o gin inglês entra em campo com a elegância de quem inventou as regras do jogo.

CROÁCIA (Rakija)

Se a Bósnia usa ameixa, a especialidade croata destaca-se pelas ervas. É uma variação de uva infundida com sálvia, lavanda e alecrim. Um time aromático e muito resistente.

PANAMÁ (Seco Herrerano)

Um destilado de cana-de-açúcar triplamente filtrado. Consumido com leite ou suco de toranja, é o "elemento surpresa" que pode desequilibrar o grupo.

GANA (Sobolo)

Representando a África Ocidental, o Sobolo é um refresco de hibisco temperado com gengibre e especiarias. Sua cor púrpura intensa e sabor marcante fecham a lista com chave de ouro.

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