Carol Sampaio ama uma boa festa. Mais que isso, a carioca de 45 anos sabe fazer os melhores agitos do Rio. Com projetos que incluem as áreas VIPs da Copa do Mundo no Brasil em 2014, os Jogos Olímpicos do Rio em 2016 e os shows da Madonna, Lady Gaga e Shakira em Copacabana, Carol também encabeçou a lista de convidados de inúmeras edições do Lollapalooza, do The Town e do Rock in Rio.
Depois de quase 30 anos de trajetória, um portfólio de clientes já estabelecido no Rio de Janeiro e o nascimento do filho Antonio, com 2 anos, a promoter e empresária entra em um novo momento da carreira: a expansão dos negócios para São Paulo com a CS Lift, braço da CS Eventos em parceria com a No. Elevador.
A união tem como foco ampliar o mercado de atuação da empresa, olhando para a estratégia de marketing em um serviço de ponta a ponta. “Depois de me tornar mãe, o brilho nos olhos ficou maior para o trabalho. Reparei que poderia estar mais envolvida desde o início na estratégia de marketing das entregas, além do PR. A maioria dos clientes está em São Paulo, então nada melhor que ter um time atuando na cidade. O Rio de Janeiro, claro, é meu amor maior; então nada como a combinação das duas cidades, tanto no pessoal quanto no profissional,” diz.

Fundada por Ana Luiza Antunes, ex-Arezzo, pela publicitária Rafaella Pinheiro e por Maria Clara Antunes, a No.Elevador vai unir essa visão estratégica, comercial e de planejamento à atuação em produção, cerimonial, gestão de talentos e, claro, relações-públicas da CS.
“A CS Lift vem com três pilares muito claros: a estratégia de marketing e comunicação, o PR, que é inquestionável diante dos anos de mercado da Carol, e a estratégia de talentos. E isso é aplicado para pequenas ou grandes marcas, em todo o lifestyle,” diz Ana Luiza Antunes.
É um fato dizer que Carol Sampaio sempre foi animada, festeira e conectada — para dimensionar a lista de amigos, pense em Bruno Gagliasso, amigo de infância da carioca, Ticiane Pinheiro, de quem é prima, Marcelo Faria, que faz parte da turma da praia, e Mariana Ximenes, que conheceu na época dos primeiros testes da atriz global no Rio de Janeiro.

Foi no Carnaval que essa história teve um dos seus primeiros capítulos. Grande Rio de coração, Carol desfilou pela primeira vez na escola de samba aos 12 anos – e nunca mais saiu. Foi a mãe dela, Marly Sampaio, que deu a ideia da Feijoada da Grande Rio, com a primeira edição acontecendo no Rhapsody (um mix de restaurante e piano bar da família e que também foi um dos endereços históricos na noite carioca, na Lagoa). Mas a vida na noite e nas festas nem sempre fez parte dos planos profissionais.
Carol Sampaio jogou futebol pelo Flamengo, lutava jiu-jitsu e queria fazer faculdade de direito fora do País — para o pânico da mãe, que não queria a filha longe e não acreditava que poderia ter uma carreira de sucesso no Brasil. Foi naquela época, inclusive, que Carol apareceu ao lado de Marly em uma matéria, onde foi considerada “a filha rebelde”. Então, veio o ponto de virada.

“Uma vez, jogando futebol no Maracanã, rompi todos os ligamentos do joelho, precisei entrar em fisioterapia e a bolsa de estudos caiu por terra. Então, o Baronetti, que era uma balada no Rio, me chamou para assumir uma noite na primeira quinta-feira do mês. Minha mãe foi totalmente contra, ela me queria longe da noite e sonhava com a carteira assinada. Mas eu fui, convidei meus amigos e foi um sucesso. Aí a Fernanda Barbosa acabou me convidando para fazer um Fashion Rio e eu aceitei. Minha mãe quis me matar mais ainda,” diz.
Carol acabou fazendo a faculdade de direito no Rio de Janeiro, na Cândido Mendes, e dividia a rotina entre o esporte, a noite e o início da vida acadêmica — tudo isso antes de completar 18 anos.

Depois do Fashion Rio e dos tempos de Baronetti, veio a parceria definitiva na carreira de Carol. Naquela época, atuando apenas como promoter em tempos que o mailing era feito por telefone fixo e em uma agenda de papel, Carol foi convidada pela Nova Schin para fazer um evento em São Paulo.
“E lá fui eu com minha humilde agenda. O evento, no fim, foi um sucesso. Passou um mês e o pessoal da Schin voltou para me pedir ajuda com um camarote na Sapucaí. O dinheiro foi maior que a mesada de um ano e minha mãe, de novo, ficou nervosa. Eu prometi que aquele seria o último evento antes da faculdade. Mas não foi: eu fiz o camarote aos 17 anos, me apaixonei e ali a coisa começou a ficar séria,” diz. Em 2002 surgiu a CS Eventos ao lado do sócio, Michel Diamant; em 2011, veio o Baile da Favorita, e em 2018, o Nosso Camarote. “Nunca me permiti ficar parada,” diz.
Em junho de 2023, Carol Sampaio passou por um momento que a levou a refletir sobre os próximos passos na carreira: perdeu a mãe e, na sequência, ficou grávida. “Lembro quando, certa vez, disse para ela: ‘mãe, vou provar que eu só vou te matar se for de orgulho’. Ela partiu mais cedo do que eu esperava e minha vida virou de cabeça pra baixo. Casei, perdi minha mãe, fiquei mal, ganhei 20 quilos. E quando eu fui fazer um exame de sangue, descobri que estava grávida,” diz.














