West is best. O melhor da Arte na Costa Leste Americana
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West is best. O melhor da Arte na Costa Leste Americana

Das comemorações dos 250 anos dos EUA a retrospectivas de Van Gogh e Raphael, Pedro Borg lista as exposições imperdíveis da Costa Leste americana

BOSTON – A agenda cultural das principais cidades da Costa Leste dos Estados Unidos está lotada nos primeiros meses do ano, com exposições de mestres renascentistas, as comemorações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos - que culminará em um 4 de julho que promete ser histórico.

Em meio a essa efervescência, o país ainda recebe a Copa do Mundo a partir de junho - onde o Brasil jogará inicialmente em três cidades na Costa Leste. 

Qualquer que seja o motivo da sua viagem ou preferência artística, as cidades abaixo têm opções para todos os gostos: exposições históricas, retrospectivas de grandes mestres e exibições de artistas em ascensão.

Miami

Robert Rauschenberg: Real Time: Para comemorar os 100 anos do artista, o NSU Art Museum faz uma retrospectiva da carreira de Rauschenberg, que, durante décadas, viveu na Flórida. A exposição traz peças do acervo do museu, como impressões experimentais, junto a fotografias e vídeos sobre o processo criativo do artista a partir da década de 1950.

Entre as principais obras em exposição está a pintura “Rebus”, de 1955, um “manifesto” do artista, que declarou que suas pinturas eram “quebra-cabeças visuais” que podiam ser "lidos" assim como observados. A exposição ocorre até o dia 26 de abril.

Washington

Inauguração do museu no Lincoln Memorial: Sob a gigante figura de Abraham Lincoln na capital americana, restava dormente uma série de enormes galerias subterrâneas, que agora ganharão nova função em novo museu que será inaugurado como parte das comemorações dos 250 anos dos EUA. 

O novo museu terá área de exibição de 1.393 metros quadrados com paredes de vidro do chão ao teto para proporcionar uma vista do monumento do subsolo. Ele contará a história da construção do local por meio de projeções imersivas, além de contar a história de outros grandes líderes que tiveram passagens marcantes pelo monumento, como Marian Anderson e Dr. Martin Luther King Jr. O museu está marcado para ser inaugurado em julho.

Celebrating American Art: Dona do maior acervo de arte americana do mundo, a National Gallery fará exibição em homenagem aos 250 anos dos EUA com uma retrospectiva da arte feita pelo país da independência aos dias atuais.

“A instalação como um todo celebra os contextos culturais e históricos da nação e será acompanhada por ferramentas e atividades digitais interativas, além de programação para envolver públicos de todas as gerações”, disse à National Gallery quando anunciou a exposição, que começa no dia 1º de março.

In Pursuit of Life, Liberty & Happiness: Também parte das celebrações dos 250 anos dos EUA, o National Museum of American History exibirá 250 objetos que ajudam a conter a história do país, como a mesa usada por Thomas Jefferson para assinar a Declaração  de Independência . O museu também organizará atividades adicionais relacionadas ao tema, como apresentações teatrais e eventos. A exposição começa no dia 14 de maio e irá durar até o fim do ano.

Filadélfia

Van Gogh’s Sunflowers: A Symphony in Blue and Yellow:  A exposição colocará lado a lado dois quadros do artista holandês retratando um girassol. O primeiro, propriedade do Philadelphia Art Museum, conta com um raro fundo turquesa, enquanto que a obra original, propriedade da National Gallery, traz o mais conhecido fundo amarelo.

A exibição é fruto da parceria entre as duas instituições e busca provocar reflexões sobre o uso das cores e pinceladas por Van Gogh. O Philadelphia Art Museum exibirá as obras do dia 6 de junho a 11 de outubro.

Nova York

Raphael: Sublime Poetry: São raras as chances de ver arte renascentista fora da Europa, tornando a chegada de 200 obras do mestre Raffaello Sanzio da Urbino ao Metropolitan Museum of Art (Met) de Nova York em uma das principais exposições do ano.  

A exibição busca cobrir toda a curta carreira do mestre italiano trazendo desenhos e gravuras a pinturas e tapeçarias feitas por ele. A exposição será apresentada em ordem cronológica, com seções temáticas. O Met publicará um catálogo totalmente ilustrado para acompanhar a exposição, que começa no dia 29 de março e vai até o dia 28 de junho.

Marcel Duchamp: A exposição promete ser a maior dedicada ao pintor e escultor francês nos EUA desde 1973, com mais de 300 obras, incluindo clássicos iconoclastas como “Nu Descendo uma Escada (Nº 2)” (1912) e a “Fonte” (1917) – sim, aquela do mictório.

A exposição ocorrerá no Museum of Modern Art (MoMA) de 12 de abril até 22 de agosto, quando irá para o Museu de Arte da Filadélfia – que é coorganizador da exibição – do dia 10 de outubro de 2026 a 31 de janeiro de 2027. Em seguida, as obras irão para Paris, onde serão exibidas no Centre Pompidou e no Grand Palais a partir do segundo trimestre de 2027.

Hélio Oiticica: Um dos maiores nomes da arte contemporânea brasileira receberá uma exposição na galeria DIA Beacon. A exibição foca na transição do trabalho do artista de bidimensional para tridimensional no período entre 1958 e 1966 – que coincide com o nascimento do movimento Tropicália, em que foi um dos maiores expoentes no mundo das artes plásticas.

A exposição começou em dezembro e fica em exibição até novembro de 2026.

Frida and Diego the  Last Dream: 

O célebre casal de pintores mexicanos chega a Nova York com uma exposição em parceria com a Metropolitan Opera, que irá inaugurar a produção “El Último Sueño de Frida y Diego na mesma semana que o MoMA abrirá as portas para a nova exposição. A exposição começa no dia 21 de março e vai até 12 de setembro.

Boston

America at 250: Pela primeira vez em 15 anos, o Museum of Fine Arts (MFA) de Boston está reorganizando suas galerias do século 18 para uma exposição em homenagem aos 250 anos dos EUA. A exibição busca trazer uma grande mescla da arte americana como forma de criar um mosaico sobre a cultura do país.

Picturing Isabella: O Isabella Stewart Gardner Museum é um dos mais únicos do mundo, sediado em um prédio de estilo mediterrâneo feito sob encomenda para a mulher que dá nome ao museu e que formou o acervo exibido no local.

A exposição “Picturing Isabella” conta a história da fundadora do museu e como nasceu sua paixão pelas artes – e por que o local continua exatamente do mesmo jeito de quando ela morreu, em 1924.

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