Muito antes de reinarem sobre os apartamentos de seus humanos, alguns felinos já frequentaram palácios, foram registrados em manuscritos antigos e até inspiraram lendas escandinavas.
Khao Manee
Branco, de olhos que podem ter cores diferentes e um currículo digno de royal family, o Khao Manee é descrito em antigos registros tailandeses sobre gatos e, por muito tempo, esteve associado à realeza de Siam. A raça permaneceu restrita ao país até o fim do século XIX, quando começou a cruzar suas primeiras fronteiras.

Angorá Turco
Levado da Turquia para a França no século XVII, foi um dos primeiros gatos de pelo longo a chegar à Europa. Não demorou para conquistar a aristocracia: Maria Antonieta chegou a ter seis deles.

Persa
Estes gatinhos chegaram à Europa no século XVII, vindo da região que hoje corresponde ao Irã. Séculos depois, a rainha Vitória ajudou a consolidar sua fama entre a elite britânica: dizem que na primeira grande exposição de gatos, em 1871, ela ficou fascinada por dois persas. Tem como não se encantar?

Siamês
Muito antes de virar sinônimo de gato elegante, o Siamês já tinha lugar garantido na antiga corte de Siam. A raça aparece no Tamra Maew, coleção tailandesa de poemas e ilustrações sobre gatos, e chegou à Inglaterra no século XIX como presente ao cônsul britânico em Bangkok. Não à toa, ganhou por lá o apelido de “Royal Cat of Siam”.

Norueguês da Floresta
Parte do imaginário nórdico, a raça é associada às antigas histórias sobre a deusa Freyja, cujo carro seria puxado por grandes gatos. Há quem relacione a própria raça aos gatos descritos nas lendas escandinavas — uma origem impossível de comprovar, mas perfeita para um felino que parece ter saído de uma saga.

Mau egípcio
No Egito Antigo, gatos eram tratados como animais sagrados e associados a Bastet, a deusa representada com cabeça felina. O Mau Egípcio carrega essa herança no próprio visual: sua pelagem manchada lembra os gatos retratados em pinturas e esculturas de milhares de anos atrás.
















