A Semana Criativa de Tiradentes entra em sua décima edição com uma missão que não mudou desde o começo: promover a troca entre designers e artesãos, levando frescor ao artesanato e brasilidade ao design.
Durante três semanas ao longo do ano, artistas se instalam na cidade histórica mineira para iniciar parcerias que resultam em produtos exclusivos — um encontro entre o passado e o presente, entre o tecnológico e o feito à mão.
Uma década de história
Entre ruas de pedras e casarões coloniais, o evento fundado pela jornalista Simone Quintas e pelo produtor cultural Júnior Guimarães acontece entre os dias 15 e 18 de outubro. A cidade se abre para receber pessoas de todos os cantos, incluindo países da América do Sul e Europa. Só no ano passado, mais de 22 mil visitantes prestigiaram a SCT.
Durante uma intensa programação de palestras, exposições, oficinas e conversas que o público consegue ter acesso ao que foi criado durante as imersões. Os designers Bruno Niz e Luciana Pires são alguns dos nomes já confirmados em 2026. Da região, os Ceramistas do Elvas e o coletivo Construindo Sonhos, bordadeiras de César de Pina, marcarão presença. Além disso, terá a Casa Unesco, com as Cidades Criativas do Brasil trazendo suas bandeiras, entre elas, Belém com a gastronomia.
A cada edição, novas propostas e produtos que viram objetos de desejo. “Acredito que nossa maior contribuição é fazer com que as pessoas refinem o olhar para o artesanato. Deixem o preconceito de lado e entendam não só a beleza, mas a carga cultural que uma peça artesanal carrega,” diz Simone.
Os produtos podem ser encontrados em lojas especializadas pelo Brasil e no próprio espaço físico da Semana Criativa, que também faz vendas online pela lojadasemanacriativa.com.br.
Uma escola na roça
Quando formataram o evento, em 2017, Simone e Júnior lembram que o artesanato da região vivia um momento de repetição. O mesmo banquinho podia ser encontrado em todas as lojas. Daí veio a ideia de unir entalhadores de pedra sabão, marceneiros, ceramistas e outros artesãos aos designers, para que conseguissem ter uma visão de mercado além da Serra de São José, que cerca a cidade. Ao mesmo tempo, criou-se uma oportunidade única para que os profissionais de fora pudessem valorizar fazeres que caminham a passos largos para um apagamento. Como a lista de artistas querendo participar é imensa, surgiu a ideia de se criar a Escola de Ofícios.
É no bairro da Caixa D’água, para lá da estação de trem, que será fundada a escola. As obras estão quase prontas. “O cerne de tudo está na troca. Em momento algum isso é esquecido. É a linha que nos mantém na linha,” afirma Simone.
Tiradentes tem tudo
Onde se hospedar, o que provar e o que comprar
Pequena Tiradentes

A pousada reproduz as ruas da cidade e os hóspedes ficam em pequenas casinhas. O café da manhã é incrível com receitas feitas com ingredientes vindos direto da horta. Maior clássico mineiro, o pão de queijo é servido quentinho na mesa. @pequenatiradentes
Tragaluz

Com 25 anos de história e menu assinado pelo chef Felipe Rameh, o restaurante tem a galinha d’angola como estrela. Não deixe de experimentar a Goiabada Tragaluz, goiabada prensada na castanha-de-caju, frita na manteiga, servida com queijo cremoso e sorvete artesanal de goiaba. @tragaluztiradentes
Marcas Mineiras

É uma mistura de loja e cafeteria. O jardim é de encher os olhos. No quintal, ainda está instalada uma filial da tradicional Mercearia Paraopeba, de Itabirito. Pequenino, o espaço oferta de tudo um pouco, de tiras de chinelo a doce de leite em barra. @marcasmineiras_loja_café














